O Soldadinho

Entre os heróis que povoaram este município, um marcou profundamente várias gerações: o Soldadinho. Seu nome se perdeu na voragem do tempo (recentemente encontrou-se um mapa mencionando um nome que, com certeza, pode ser o do soldado), mas seu exemplo ficou.

Era um soldado (segundo a tradição oral) que fugia da Revolução Federalista com seus companheiros no meio de uma nevasca que os surpreendeu onde hoje é conhecido como Morro do Maurício. Aos poucos foi se distanciando dos amigos e ficou para trás. Não conseguindo mais caminhar, encostou-se em um pinheiro e ali faleceu tentando acender o fogo para se aquecer enquanto a neve caia abundante. Seus amigos só perceberam sua ausência quando chegaram numa fazenda onde pararam. Alguns voltaram, mas a nevasca aumentou impedindo a busca. No dia seguinte, voltaram a procurar e encontraram o Soldado morto. Alí mesmo foi enterrado e no local foi assentada uma cruz. Soldadinho é o nome carinhoso com que o povo passou a chamá-lo. Hoje dá nome a comunidade que surgiu depois, tendo como patrono da Capela São Maurício, militar como o Soldadinho, e Mártir de Cristo.

Este site é em homenagem ao Soldadinho com pedidos de que abençoe a cada um que estas páginas virem. Que o Soldadinho interceda por todos nós, junto Maria, a Mãe de Deus e nossa.

Conheça  o Soldadinho:

Soldadinho, o santo alfredense?

Uma vela para o Soldadinho

Mapa indica onde o Soldadinho foi enterrado

O Soldadinho em 4 tempos

Esta fotografia foi tirada há mais ou menos 100 anos atrás. Com toda certeza é a mais antiga fotografia do local já encontrada até o momento. Foi publicada no Alfredo Wagner News, página no Facebook, sem indicação da origem da fotografia. Nela podemos observar dois militares com suas famílias. Não consta o nome de nenhum dos presentes. É interessante observar que os dois militares casaram-se com índias xoklengs, um deles com numerosa prole. Eles foram pagar alguma promessa. O local era circundado por uma cerca de ripas de madeira, o túmulo, possuía a lápide de granito, que ainda hoje se vê, com uma placa com os dizeres: "Ao Soldadinho - Homenagem do povo da Catuira pelas graças alcançadas (...) Sgto Tobias (...) Sefim (...). A Cruz já não se encontra mais, provavelmente se quebrou e está enterrada em algum lugar. O mesmo da placa que só resta a parte de cima, dificultando o conhecimento de todo o teor do oferecimento a que ela se refere.

O Soldadinho, desde o momento de sua morte, naquela noite gelada do final do Século XIX, tem atendido as orações de quem passa por sua sepultura.

Sua vida, porém, continua um mistério que pacientemente está sendo pesquisada.

Se “talis vita, finis ita”, “tal vida, igual fim”, podemos concluir que tal fim, igual vida… Se a vida de alguém é boa, esta pessoa também terá um bom fim. No caso do Soldadinho, desconhecemos, por enquanto sua vida, mas sabemos de sua morte e do pronto atendimento a aqueles que a ele recorrem em suas necessidades. Assim, com certeza, o Soldadinho era em vida, atendendo a todos aqueles que o procuravam para resolver algum problema pessoal.

Vamos analisar 4 fotografias de tempos diferentes e do estado em que se encontrava o Túmulo do Soldadinho:

1910/1920

Esta fotografia foi tirada há mais ou menos 100 anos atrás. Com toda certeza é a mais antiga fotografia do local já encontrada até o momento. Foi publicada no Alfredo Wagner News, página no Facebook, sem indicação da origem da fotografia. Nela podemos observar dois militares com suas famílias. Não consta o nome de nenhum dos presentes. É interessante observar que os dois militares casaram-se com índias xoklengs, um deles com numerosa prole. Eles foram pagar alguma promessa. O local era circundado por uma cerca de ripas de madeira, o túmulo, possuía a lápide de granito, que ainda hoje se vê, com uma placa com os dizeres: “Ao Soldadinho – Homenagem do povo da Catuira pelas graças alcançadas (…) Sgto Tobias (…) Sefim (…). Sobre o túmulo um caixote de madeira onde eram acesas as velas. Hoje em dia a Cruz, sobre a lápide, já não existe mais, provavelmente se quebrou e está enterrada em algum lugar. O mesmo da placa que só resta a parte de cima, oculta por outra colocada há uns 10 ou mais, dificultando o conhecimento de todo o teor do oferecimento a que ela se refere.

1986

A fotografia publicada por ocasião do jubileu de prata na “Alfredo Wagner em Revista – 1961/1986” apesar de não ter uma boa qualidade, mostra um outro aspecto do túmulo do Soldadinho em 1986. A cerca de ripas continua, mas sobre o Túmulo, agora, existe um telhadinho, sustentado por palanques de madeira e em volta é cercado por tijolos. Na fotografia aparece uma cruz deslocada, a esquerda. A cruz que não se queimou quando o fogo tomou conta do campo. Hoje, esta cruz de madeira está colocada atrás da lápide de granito. Neste período, os fiéis depositavam poucas velas, mas muitas coroas de flores artificiais, que levavam em pagamento de alguma promessa.

2003

Fotografia provavelmente tirada por Juliano Norberto Wagner. Nela notamos a permanência da lápide de granito, com a velha placa, apenas com os dizeres: “Ao Soldadinho”. O suporte do telhado é de madeira e a cerca de ripas foi substituída por um muro de tijolos que circunda o local. O chão é coberto de pedra brita. O muro e o telhadinho são caiados de branco, dando uma alvura e leveza ao local. O tumulo não aparece, mas com certeza já havia uma cobertura  de tijolos. Flores, velas e coroas indicam a piedade dos alfredenses que continuam a recorrer ao Soldadinho. 

2010

Dentre as muitas visitas que fiz ao Soldadinho, esta ficou registada para o Jornal Alfredo Wagner, em 2010, junto com o amigo Marcos Lemos Vitório. O suporte do telhadinho foi substituído por colunas de cimento dentro de tubos de PVC, e a pedra brita que revestia o entorno da sepultura, recebeu uma cobertura de cimento, protegendo todo o local. Poucas flores, algumas velas, mas muitas imagens, desgastadas pelo tempo e que não tem um destino digno e que ali encontram abrigo. A lápide de granito continua no mesmo local e sobre ela, cobrindo a antiga inscrição, foi colocada uma nova, de plástico, hoje desbotada com a inscrição que já publicamos em outra postagem: http://jornalaw.com.br/2014/11/13/o-soldadinho-um-santo-desconhecido/

2018

O túmulo do Soldadinho em Janeiro de 2018. São frequentes os visitantes que param e ali deixam flores e velas, deixam também seus pedidos e suas orações. Poucas mudanças, apenas os cupins, realizando um trabalho silencioso, corroem a armação do telhadinho. A placa negra de plástico sobre a lápide de granito encontra-se desbotada pelo tempo. O que não é corroído e nem diminui é a Fé dos fiéis católicos que lá vão pedir e agradecer.

Oração da Restauração

Oração da Restauração
Há momentos, minha Mãe, em que minha alma se sente, no que tem de mais fundo, tocada por uma saudade indizível. Tenho saudades da época em que eu Vos amava, e Vós me amáveis, na atmosfera primaveril de minha vida espiritual. Tenho saudades de Vós, Senhora, e do paraíso que punha em mim a grande comunicação que tinha convosco.Não tendes também Vós, Senhora, saudades desse tempo? Não tendes saudades da bondade que havia naquele filho que fui?Vinde, pois, ó melhor de todas as mães, e por amor ao que desabrochava em mim, restaurai-me: recomponde em mim o amor a Vós, e fazei de mim a plena realização daquele filho sem mancha que eu teria sido, se não fosse tanta miséria.Dai-me, ó Mãe, um coração arrependido e humilhado, e fazei luzir novamente aos meus olhos aquilo que, pelo esplendor de vossa graça, eu começara a amar tanto e tanto!…Lembrai-Vos, Senhora, deste David e de toda a doçura que nele púnheis. Assim seja!
(para recitação privada)

(Plínio Corrêa de Oliveira)

A imagem pode conter: 1 pessoa

A Cruz do Soldadinho

Ha muito mistério sobre a vida do soldado que, numa noite de frio intenso, não podendo caminhar, e se perdendo de seus colegas, morreu congelado na antiga estrada Desterro/Lages.

O Soldado José (segundo anotado em um mapa antigo) foi sepultado no mesmo local onde morreu e ali fincaram uma cruz. As pessoas que passavam pelo local, sempre rezavam por ele pedindo ajuda nas dificuldades. O caminho levava para a Colônia Militar Santa Thereza, hoje Catuíra, e era frequentado por tropas e viajantes.

Provavelmente o local ficou esquecido quando a estrada principal foi transferida para o Barracão, e o mato cresceu a ponto de cobrir a cruz que marcava o local do túmulo do Soldadinho. Segundo consta em tradição oral transcrita na Alfredo Wagner em Revista – 25 Anos, os proprietários do terreno querendo preparar a terra para a plantação, puseram fogo no mato. Quando tudo estava queimado, encontraram intacta a Cruz que marca o local onde está sepultado o nosso Soldadinho.

Algumas reformas no local foram realizadas durante os anos passados e a cruz sempre foi preservada, lembrando o fato que marcou a todos na época do ocorrido e renovou a devoção ao Soldado ali enterrado.

Pela verificação que fizemos hoje, nenhuma inscrição existe na Cruz, que tem uns 60 cm de altura é de madeira antiga, provavelmente de mais de 70 anos, com sinais de prego na madeira. A base, tem sinais de que a madeira começou a queimar, mas por alguma razão, a queimada foi interrompida.

Que o Soldadinho abençoe a todos e proteja o Brasil que tanto necessita da proteção de Deus.

O terço no Soldadinho

Estivemos no Soldadinho para acender a vela com os pedidos deixados aqui no site http://soldadinho.capitaldasnascentes.com.br  Através do vídeo você poderá reviver este momento e rezar conosco novamente por suas intenções.

O túmulo do Soldadinho está localizado na comunidade do mesmo nome, há mais ou menos 10 km do centro de Alfredo Wagner, na antiga estrada Lages/Desterro aberta nos tempos do Império. Numa noite fria e de muita neve, o soldadinho ficou para trás e faleceu tentando acender o fogo para se aquecer. No dia seguinte seus amigos, que seguiam com ele em direção a Colônia Militar Santa Thereza, voltaram e o acharam morto. O Soldadinho foi enterrado ali mesmo, tornando-se um local de religiosa peregrinação.

A piedade popular, durante muito tempo foi, pouco a pouco, construindo um túmulo que protegesse seus restos mortais.

Muitos católicos e não católicos frequentam o local e ali fazem seus pedidos a Deus pela intercessão do Soldadinho.

Como prometido, fomos ao local acender uma vela em nome de todos os que fizeram seus pedidos na página Uma vela para o Soldadinho.

Rezamos os Mistérios Gozosos do Rosário e fomos acompanhados pelo canto de diferentes pássaros que, enquanto rezávamos, cantavam alegres, dando glórias a Deus.

Pudemos avaliar também o local e a situação em que se encontra o túmulo deste Soldado de Cristo. Uma reforma é necessária. Mas tudo virá a seu tempo!

Reze conosco!

Papa: Brasil precisa que os seus padres sejam sinal de esperança

Papa abençoa imagem de Nossa Senhora Aparecida no encontro com o Colégio Pio Brasileiro na sala do Consistório
Papa abençoa imagem de Nossa Senhora Aparecida no encontro com o Colégio Pio Brasileiro na sala do Consistório

21/10/2017 

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência, neste sábado (21/10), na Sala do Consistório, no Vaticano, a comunidade do Pontifício Colégio Pio Brasileiro de Roma, por ocasião dos trezentos anos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba.
O Pontífice agradeceu as palavras do Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Sérgio da Rocha, em nome de toda a comunidade do Colégio Pio Brasileiro, das religiosas e funcionários que ali trabalham para fazer dessa estrutura “um pedacinho do Brasil em Roma”.“Como é importante sentir-se num ambiente acolhedor, quando estamos longe e com saudades da nossa terra! Isso ajuda a superar as dificuldades para adaptar-se a uma realidade onde a atividade pastoral não é mais o centro do dia-a-dia. Vocês já não são mais párocos ou vigários, mas padres estudantes. E, essa nova condição pode trazer o perigo de gerar um desiquilíbrio entre os quatro pilares que sustentam a vida de um presbítero: a dimensão espiritual, a dimensão acadêmica, a dimensão humana e a dimensão pastoral.”

“Evidentemente, neste período concreto da vida de vocês, a dimensão acadêmica vem acentuada. Contudo, isso não pode significar um descuido das outras dimensões”, frisou ainda o Papa. “É preciso cuidar da vida espiritual: a Missa diária, a oração quotidiana, a lectio divina, a oração pessoal com o Senhor, a recitação do terço. Também a dimensão pastoral deve ser cuidada: na medida do possível, é saudável e recomendável desenvolver algum tipo de atividade apostólica. Pensando na dimensão humana, é preciso, acima de tudo, evitar que, diante de um certo vazio ligado à solidão, por não ter mais a consolação do povo de Deus, como quando estavam nas suas dioceses, acabe-se perdendo a perspectiva eclesial e missionária dos estudos.”

Segundo Francisco, “isso abre a porta para algumas “doenças” que podem afetar o sacerdote estudante, como por exemplo o “academicismo” e a tentação de fazer dos estudos um mero meio de engrandecimento pessoal. Em ambos os casos acaba-se por sufocar a fé que temos a missão de guardar, como pedia São Paulo à Timóteo: «Guarda o depósito que lhe foi confiado. Evita as conversas frívolas de coisas vãs e as contradições da falsa ciência. Alguns por segui-las, se transviaram da fé» (1Tm 6, 20-21). Por favor, não se esqueçam que antes de serem mestres e doutores, vocês são e devem permanecer padres, pastores do povo de Deus!”

E o Papa fez a seguinte pergunta: “mas como manter o equilíbrio entre esses quatro pilares fundamentais da vida sacerdotal? Eu diria que o remédio mais eficaz contra esse perigo é o da fraternidade sacerdotal”. Então, falando de improviso, acrescentou: 

Isto não estava escrito, mas me veio de dizer agora, porque Paulo (na passagem recém citada) falou das “conversas frívolas”: o que mais destrói a fraternidade sacerdotal são os mexericos. O mexerico é um “ato terrorista”, porque tu, com o mexerico colocas uma bomba, destrói o outro e vai embora tranquilo” Por isto, é necessário custodiar a fraternidade sacerdotal. Por favor, nada de fofocas. Seria bonito colocar um aviso na entrada: “Nada de fofocas”. Aqui (no Palácio Apostólico), tem a imagem de Nossa Senhora do Silêncio, no elevador do andar térreo; a Nossa Senhora que diz “Nada de fofocas”. Esta é a mensagem para a Cúria. Vocês podem fazer algo do gênero para vocês (risos).

Na verdade, a nova Ratio Fundamentalis para a formação sacerdotal, ao tratar do tema da formação permanente, afirma que «o primeiro âmbito em que se desenvolve a formação permanente é a fraternidade presbiteral» (n. 82). Essa é, portanto, como que o eixo da formação permanente. Isso se fundamenta no fato de que, pela Ordenação sacerdotal, participamos do único sacerdócio de Cristo e formamos uma verdadeira família. A graça do sacramento assume e eleva as nossas relações humanas, psicológicas e afetivas e «se revela e concretiza nas mais variadas formas de ajuda recíproca, não só espirituais mas também materiais» (João Paulo II, Pastores dabo vobis, 74).”

“Na prática, isso significa saber que o primeiro objeto da nossa caridade pastoral deve ser o nosso irmão no sacerdócio: «carreguem – nos exorta o Apóstolo – os fardos, uns dos outros; e assim vocês estarão cumprindo a lei de Cristo » (Gal 6,2). Rezar juntos, compartilhar as alegrias e desafios da vida acadêmica. Ajudar aqueles que sofrem mais com a saudade. Sair juntos para passear. Viver como família, como irmãos, sem deixar ninguém de lado, sobretudo aqueles que passam por alguma crise ou, quem sabe, têm comportamentos repreensíveis, pois «a fraternidade presbiteral não exclui ninguém» (Pastores dabo vobis, 74).”

“Queridos sacerdotes, o povo de Deus gosta e precisa ver que seus padres se amam e vivem como irmãos, ainda mais pensando no Brasil e nos desafios tanto de âmbito religioso quanto social que lhes esperam ao retorno. De fato, neste momento difícil da sua história, em que tantas pessoas parecem ter perdido a esperança num futuro melhor diante dos enormes problemas sociais e da escandalosa corrupção, o Brasil precisa que os seus padres sejam um sinal de esperança. Os brasileiros precisam ver um clero unido, fraterno e solidário, em que os sacerdotes enfrentam juntos os obstáculos, sem deixar-se levar pela tentação do protagonismo ou do carreirismo. Tenho a certeza de que o Brasil vai superar a sua crise, e confio que vocês serão protagonistas desta superação.”

“Para isso, contem sempre com uma ajuda particular: a ajuda de Nossa Mãe do Céu, a quem vocês brasileiros chamam de Nossa Senhora Aparecida. Vem a minha mente as palavras daquele canto com o qual vocês a saúdam: «Virgem santa, Virgem bela; Mãe amável, mãe querida; Amparai-nos, socorrei-nos; Ó Senhora Aparecida». Que essas palavras se confirmem na vida de cada um de vocês. Possa a Virgem Maria, amparando e socorrendo, ajudá-los a viver a fraternidade presbiteral, fazendo com que o período de estudos em Roma tenha muitos frutos, para além do título acadêmico.”

“Que Ela, Rainha do Colégio Pio Brasileiro, ajude a fazer desta comunidade uma escola de fraternidade, transformando cada um de vocês em um fermento de unidade para as suas Dioceses, pois a “diocesanidade” do sacerdote secular se alimenta diretamente da experiência da fraternidade entre os presbíteros. E, para confirmar esses votos, concedo de coração à direção, alunos, religiosas e aos funcionários juntamente com suas famílias, a Bênção Apostólica, pedindo também que, por favor, não deixem de rezar por mim. Obrigado.”