O Soldadinho

Entre os heróis que povoaram este município, um marcou profundamente várias gerações: o Soldadinho. Seu nome se perdeu na voragem do tempo (recentemente encontrou-se um mapa mencionando um nome que, com certeza, pode ser o do soldado), mas seu exemplo ficou.

Era um soldado (segundo a tradição oral) que fugia da Revolução Federalista com seus companheiros no meio de uma nevasca que os surpreendeu onde hoje é conhecido como Morro do Maurício. Aos poucos foi se distanciando dos amigos e ficou para trás. Não conseguindo mais caminhar, encostou-se em um pinheiro e ali faleceu tentando acender o fogo para se aquecer enquanto a neve caia abundante. Seus amigos só perceberam sua ausência quando chegaram numa fazenda onde pararam. Alguns voltaram, mas a nevasca aumentou impedindo a busca. No dia seguinte, voltaram a procurar e encontraram o Soldado morto. Alí mesmo foi enterrado e no local foi assentada uma cruz. Soldadinho é o nome carinhoso com que o povo passou a chamá-lo. Hoje dá nome a comunidade que surgiu depois, tendo como patrono da Capela São Maurício, militar como o Soldadinho, e Mártir de Cristo.

Este site é em homenagem ao Soldadinho com pedidos de que abençoe a cada um que estas páginas virem. Que o Soldadinho interceda por todos nós, junto Maria, a Mãe de Deus e nossa.

Conheça  o Soldadinho:

Soldadinho, o santo alfredense?

Uma vela para o Soldadinho

Mapa indica onde o Soldadinho foi enterrado

O terço no Soldadinho

Estivemos no Soldadinho para acender a vela com os pedidos deixados aqui no site http://soldadinho.capitaldasnascentes.com.br  Através do vídeo você poderá reviver este momento e rezar conosco novamente por suas intenções.

O túmulo do Soldadinho está localizado na comunidade do mesmo nome, há mais ou menos 10 km do centro de Alfredo Wagner, na antiga estrada Lages/Desterro aberta nos tempos do Império. Numa noite fria e de muita neve, o soldadinho ficou para trás e faleceu tentando acender o fogo para se aquecer. No dia seguinte seus amigos, que seguiam com ele em direção a Colônia Militar Santa Thereza, voltaram e o acharam morto. O Soldadinho foi enterrado ali mesmo, tornando-se um local de religiosa peregrinação.

A piedade popular, durante muito tempo foi, pouco a pouco, construindo um túmulo que protegesse seus restos mortais.

Muitos católicos e não católicos frequentam o local e ali fazem seus pedidos a Deus pela intercessão do Soldadinho.

Como prometido, fomos ao local acender uma vela em nome de todos os que fizeram seus pedidos na página Uma vela para o Soldadinho.

Rezamos os Mistérios Gozosos do Rosário e fomos acompanhados pelo canto de diferentes pássaros que, enquanto rezávamos, cantavam alegres, dando glórias a Deus.

Pudemos avaliar também o local e a situação em que se encontra o túmulo deste Soldado de Cristo. Uma reforma é necessária. Mas tudo virá a seu tempo!

Reze conosco!

Papa: Brasil precisa que os seus padres sejam sinal de esperança

Papa abençoa imagem de Nossa Senhora Aparecida no encontro com o Colégio Pio Brasileiro na sala do Consistório
Papa abençoa imagem de Nossa Senhora Aparecida no encontro com o Colégio Pio Brasileiro na sala do Consistório

21/10/2017 

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência, neste sábado (21/10), na Sala do Consistório, no Vaticano, a comunidade do Pontifício Colégio Pio Brasileiro de Roma, por ocasião dos trezentos anos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba.
O Pontífice agradeceu as palavras do Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Sérgio da Rocha, em nome de toda a comunidade do Colégio Pio Brasileiro, das religiosas e funcionários que ali trabalham para fazer dessa estrutura “um pedacinho do Brasil em Roma”.“Como é importante sentir-se num ambiente acolhedor, quando estamos longe e com saudades da nossa terra! Isso ajuda a superar as dificuldades para adaptar-se a uma realidade onde a atividade pastoral não é mais o centro do dia-a-dia. Vocês já não são mais párocos ou vigários, mas padres estudantes. E, essa nova condição pode trazer o perigo de gerar um desiquilíbrio entre os quatro pilares que sustentam a vida de um presbítero: a dimensão espiritual, a dimensão acadêmica, a dimensão humana e a dimensão pastoral.”

“Evidentemente, neste período concreto da vida de vocês, a dimensão acadêmica vem acentuada. Contudo, isso não pode significar um descuido das outras dimensões”, frisou ainda o Papa. “É preciso cuidar da vida espiritual: a Missa diária, a oração quotidiana, a lectio divina, a oração pessoal com o Senhor, a recitação do terço. Também a dimensão pastoral deve ser cuidada: na medida do possível, é saudável e recomendável desenvolver algum tipo de atividade apostólica. Pensando na dimensão humana, é preciso, acima de tudo, evitar que, diante de um certo vazio ligado à solidão, por não ter mais a consolação do povo de Deus, como quando estavam nas suas dioceses, acabe-se perdendo a perspectiva eclesial e missionária dos estudos.”

Segundo Francisco, “isso abre a porta para algumas “doenças” que podem afetar o sacerdote estudante, como por exemplo o “academicismo” e a tentação de fazer dos estudos um mero meio de engrandecimento pessoal. Em ambos os casos acaba-se por sufocar a fé que temos a missão de guardar, como pedia São Paulo à Timóteo: «Guarda o depósito que lhe foi confiado. Evita as conversas frívolas de coisas vãs e as contradições da falsa ciência. Alguns por segui-las, se transviaram da fé» (1Tm 6, 20-21). Por favor, não se esqueçam que antes de serem mestres e doutores, vocês são e devem permanecer padres, pastores do povo de Deus!”

E o Papa fez a seguinte pergunta: “mas como manter o equilíbrio entre esses quatro pilares fundamentais da vida sacerdotal? Eu diria que o remédio mais eficaz contra esse perigo é o da fraternidade sacerdotal”. Então, falando de improviso, acrescentou: 

Isto não estava escrito, mas me veio de dizer agora, porque Paulo (na passagem recém citada) falou das “conversas frívolas”: o que mais destrói a fraternidade sacerdotal são os mexericos. O mexerico é um “ato terrorista”, porque tu, com o mexerico colocas uma bomba, destrói o outro e vai embora tranquilo” Por isto, é necessário custodiar a fraternidade sacerdotal. Por favor, nada de fofocas. Seria bonito colocar um aviso na entrada: “Nada de fofocas”. Aqui (no Palácio Apostólico), tem a imagem de Nossa Senhora do Silêncio, no elevador do andar térreo; a Nossa Senhora que diz “Nada de fofocas”. Esta é a mensagem para a Cúria. Vocês podem fazer algo do gênero para vocês (risos).

Na verdade, a nova Ratio Fundamentalis para a formação sacerdotal, ao tratar do tema da formação permanente, afirma que «o primeiro âmbito em que se desenvolve a formação permanente é a fraternidade presbiteral» (n. 82). Essa é, portanto, como que o eixo da formação permanente. Isso se fundamenta no fato de que, pela Ordenação sacerdotal, participamos do único sacerdócio de Cristo e formamos uma verdadeira família. A graça do sacramento assume e eleva as nossas relações humanas, psicológicas e afetivas e «se revela e concretiza nas mais variadas formas de ajuda recíproca, não só espirituais mas também materiais» (João Paulo II, Pastores dabo vobis, 74).”

“Na prática, isso significa saber que o primeiro objeto da nossa caridade pastoral deve ser o nosso irmão no sacerdócio: «carreguem – nos exorta o Apóstolo – os fardos, uns dos outros; e assim vocês estarão cumprindo a lei de Cristo » (Gal 6,2). Rezar juntos, compartilhar as alegrias e desafios da vida acadêmica. Ajudar aqueles que sofrem mais com a saudade. Sair juntos para passear. Viver como família, como irmãos, sem deixar ninguém de lado, sobretudo aqueles que passam por alguma crise ou, quem sabe, têm comportamentos repreensíveis, pois «a fraternidade presbiteral não exclui ninguém» (Pastores dabo vobis, 74).”

“Queridos sacerdotes, o povo de Deus gosta e precisa ver que seus padres se amam e vivem como irmãos, ainda mais pensando no Brasil e nos desafios tanto de âmbito religioso quanto social que lhes esperam ao retorno. De fato, neste momento difícil da sua história, em que tantas pessoas parecem ter perdido a esperança num futuro melhor diante dos enormes problemas sociais e da escandalosa corrupção, o Brasil precisa que os seus padres sejam um sinal de esperança. Os brasileiros precisam ver um clero unido, fraterno e solidário, em que os sacerdotes enfrentam juntos os obstáculos, sem deixar-se levar pela tentação do protagonismo ou do carreirismo. Tenho a certeza de que o Brasil vai superar a sua crise, e confio que vocês serão protagonistas desta superação.”

“Para isso, contem sempre com uma ajuda particular: a ajuda de Nossa Mãe do Céu, a quem vocês brasileiros chamam de Nossa Senhora Aparecida. Vem a minha mente as palavras daquele canto com o qual vocês a saúdam: «Virgem santa, Virgem bela; Mãe amável, mãe querida; Amparai-nos, socorrei-nos; Ó Senhora Aparecida». Que essas palavras se confirmem na vida de cada um de vocês. Possa a Virgem Maria, amparando e socorrendo, ajudá-los a viver a fraternidade presbiteral, fazendo com que o período de estudos em Roma tenha muitos frutos, para além do título acadêmico.”

“Que Ela, Rainha do Colégio Pio Brasileiro, ajude a fazer desta comunidade uma escola de fraternidade, transformando cada um de vocês em um fermento de unidade para as suas Dioceses, pois a “diocesanidade” do sacerdote secular se alimenta diretamente da experiência da fraternidade entre os presbíteros. E, para confirmar esses votos, concedo de coração à direção, alunos, religiosas e aos funcionários juntamente com suas famílias, a Bênção Apostólica, pedindo também que, por favor, não deixem de rezar por mim. Obrigado.”

Mapa menciona nome do Soldadinho

A história do Soldadinho percorreu os tempos, tendo sido registrada, principalmente, pela tradição oral. A busca por documentação tem se mostrado infrutífera devido a poucas fontes de referência.

Um livro, entretanto, lança uma luz sobre a história do nosso Soldadinho:  “Caminhos da Integração Catarinense” do Eng. António Carlos Werner.

Sobre a autoridade que representa o livro, afirma Carlos Damião:

“Toda a história da ligação Leste-Oeste catarinense está no livro “Caminhos da Integração Catarinense – Do Caminho das Tropas à Rodovia BR-282 (Florianópolis – Lages)”, resultado de mais de 40 anos de pesquisas do engenheiro civil Antônio Carlos Werner (1926-2001), profissional de carreira do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), hoje Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) e professor de Estradas na UFSC. Werner deixou a obra com 90% dos originais preparados, incluindo fac-símiles de mapas preciosos, documentos e imagens. A edição, com 415 páginas, foi finalizada pelo historiador Toni Vidal Jochem e o livro impresso em 2004 por iniciativa da viúva Maria Amábiles May Werner, com apoio de amigos do antigo DER-SC”. Carlos Damião em “BR-282, um desafio de dois séculos da engenharia de SC”

O mapa que apresentamos está publicado no livro escrito pelo engenheiro sobre a BR 282 resultantes de sua pesquisa. Nele está escrito: “Pelo frio morreu o Soldado José”  e o local assinalado indica o túmulo onde foi enterrado.

À época da confecção do mapa (não ficou claro de quem seria a autoria) o fato demonstra ter ocorrido com pessoa conhecida de todos e não um transeunte esporádico dos caminhos até Lages.

 

Que o Soldadinho nos ajude a descobrimos mais informações sobre sua vida e venerarmos seu exemplo.

 

Papa Francisco explica o que significa ser santo

O Papa Francisco explicou, em Audiência Geral em 2014, que a santidade não está reservada a bispos e sacerdotes. E acrescentou que todos os batizados podem ser santos no lugar onde vivem.

O Soldadinho, enquanto viveu, marcou com sua presença os seus contemporâneos mais próximos e ao morrer, deu-lhes a certeza de que seria um intercessor junto a Deus. Os devotos que frequentemente recorriam a ele eram atendidos e propagavam a todos os benefícios recebidos de Deus por meio do Soldado. Esta devoção particular e individual atravessou um século todo e chega até nossos dias, época de muita incredulidade e perversão, um pouco fraca. Cabe a nós, recordar e recorrer mais uma vez ao nobre Soldadinho para que voltemos a ser santos “como o Pai celestial é Santo!”

DO PAPA 

Palavras do Papa Francisco, 19 de Novembro de 2014

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Um grande dom do Concílio Vaticano II foi ter recuperado uma visão de Igreja fundada na comunhão e ter voltado a entender também o princípio da autoridade e da hierarquia em tal perspectiva. Isto ajudou-nos a compreender melhor que, enquanto baptizados, todos os cristãos têm igual dignidade diante do Senhor e são irmanados pela mesma vocação, que é a santidade (cf. Const. Lumen gentium, 39-42). Agora, interroguemo-nos: em que consiste esta vocação universal a sermos santos? E como a podemos realizar?

Antes de tudo, devemos ter bem presente que a santidade não é algo que nos propomos sozinhos, que nós obtemos com as nossas qualidades e capacidades. A santidade é um dom, é a dádiva que o Senhor Jesus nos oferece, quando nos toma consigo e nos reveste de Si mesmo, tornando-nos como Ele é. Na Carta aos Efésios, o apóstolo Paulo afirma que «Cristo amou a Igreja e se entregou por ela para a santificar» (Ef 5, 25-26). Eis que, verdadeiramente, a santidade é o rosto mais bonito da Igreja, o aspecto mais belo: é redescobrir-se em comunhão com Deus, na plenitude da sua vida e do seu amor. Então, compreende-se que a santidade não é uma prerrogativa só de alguns: é um dom oferecido a todos, sem excluir ninguém, e por isso constitui o cunho distintivo de cada cristão.

Tudo isto nos leva a compreender que, para ser santo, não é preciso ser bispo, sacerdote ou religioso: não, todos somos chamados a ser santos! Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade só está reservada àqueles que têm a possibilidade de se desapegar dos afazeres normais, para se dedicar exclusivamente à oração. Mas não é assim! Alguns pensam que a santidade é fechar os olhos e fazer cara de santinho! Não, a santidade não é isto! A santidade é algo maior, mais profundo, que Deus nos dá. Aliás, somos chamados a tornar-nos santos precisamente vivendo com amor e oferecendo o testemunho cristão nas ocupações diárias. E cada qual nas condições e situação de vida em que se encontra. Mas tu és consagrado, consagrada? Sê santo vivendo com alegria a tua entrega e o teu ministério. És casado? Sê santo amando e cuidando do teu marido, da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És baptizado solteiro? Sê santo cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho e oferecendo o teu tempo ao serviço dos irmãos. «Mas padre, trabalho numa fábrica; trabalho como contabilista, sempre com os números, ali não se pode ser santo…». «Sim, pode! Podes ser santo lá onde trabalhas. É Deus quem te concede a graça de ser santo, comunicando-se a ti!». Sempre, em cada lugar, é possível ser santo, abrir-se a esta graça que age dentro de nós e nos leva à santidade. És pai, avô? Sê santo, ensinando com paixão aos filhos ou aos netos a conhecer e a seguir Jesus. E é necessária tanta paciência para isto, para ser um bom pai, um bom avô, uma boa mãe, uma boa avó; é necessária tanta paciência, e é nesta paciência que chega a santidade: exercendo a paciência! És catequista, educador, voluntário? Sê santo tornando-te sinal visível do amor de Deus e da sua presença ao nosso lado. Eis: cada condição de vida leva à santidade, sempre! Em casa, na rua, no trabalho, na igreja, naquele momento e na tua condição de vida foi aberto o caminho rumo à santidade. Não desanimeis de percorrer esta senda. É precisamente Deus quem nos dá a graça. O Senhor só pede isto: que permaneçamos em comunhão com Ele e ao serviço dos irmãos.

Nesta altura, cada um de nós pode fazer um breve exame de consciência, podemos fazê-lo agora, e cada qual responda dentro de si mesmo, em silêncio: como respondemos até agora ao apelo do Senhor à santidade? Desejo ser um pouco melhor, mais cristão, mais cristã? Este é o caminho da santidade. Quando o Senhor nos convida a ser santos, não nos chama para algo pesado, triste… Ao contrário! É o convite a compartilhar a sua alegria, a viver e a oferecer com júbilo cada momento da nossa vida, levando-o a tornar-se ao mesmo tempo um dom de amor pelas pessoas que estão ao nosso lado. Se entendermos isto, tudo mudará, adquirindo um significado novo, bonito, um significado a começar pelas pequenas coisas de cada dia. Um exemplo. Uma senhora vai ao mercado para fazer as compras, encontra uma vizinha, começam a falar e então chegam as bisbilhotices, e a senhora diz: «Não, não falarei mal de ninguém!». Este é um passo rumo à santidade, ajuda-nos a ser santos! Depois, em casa, o filho pede para te falar das suas fantasias: «Oh, estou muito cansado, hoje trabalhei tanto…». «Mas acomoda-te e ouve o teu filho que precisa disto!». Acomoda-te e ouve-o com paciência: é um passo rumo à santidade. Depois, acaba o dia, todos estamos cansados, mas há a oração. Recitemos uma prece: também este é um passo para a santidade. Então, chega o domingo e vamos à Missa, recebamos a Comunhão, às vezes precedida por uma boa confissão, que nos purifica um pouco! Este é outro passo rumo à santidade. Depois, pensemos em Nossa Senhora, tão boa e bela, e recitemos o Rosário. Também este é um passo para a santidade. Então, vou pelo caminho, vejo um pobre, um necessitado, paro, faço-lhe uma pergunta, dou-lhe algo: é um passo rumo à santidade! São pequenas coisas, mas muitos pequenos passos para a santidade. Cada passo rumo à santidade fará de nós pessoas melhores, livres do egoísmo e do fechamento em nós mesmos, abertos aos irmãos e às suas necessidades.

Caros amigos, a primeira Carta de são Pedro dirige-nos esta exortação: «Como bons dispensadores das diversas graças de Deus, cada um de vós ponha à disposição dos outros o dom que recebeu: a palavra, para anunciar as mensagens de Deus; um ministério, para o exercer com uma força divina, a fim de que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo» (4, 10-11). Eis o convite à santidade! Aceitemo-lo com alegria e sustentemo-nos uns aos outros porque o caminho para a santidade não o percorremos sozinhos, cada qual por sua conta, mas juntos, no único corpo que é a Igreja, amada e santificada pelo Senhor Jesus Cristo. Vamos em frente com ânimo, neste caminho da santidade.

Texto obtido a partir do site da Santa Sé – www.vatican.va

Uma vela para o Soldadinho!

A caminhada do Soldadinho através dos campos gelados. fugindo na época da Revolução Federalista, não foi fácil. Já alquebrado pela doença, foi ficando, pouco a pouco, para trás. Certamente seus companheiros paravam de vez em quando para ajudá-lo e o mantinham ao alcance do olhar.

A neve, porém, resolveu dar um rumo diferente a esta história. A nevasca se intensificou a medida que os soldados caminhavam. No afã de chegar o mais rápido possível até a fazenda de Nikolaus Kalbusch (ver Soldadinho, o santo desconhecido) pouso mais próximo de onde estavam, esqueceram por alguns momentos do soldadinho que se arrastava, tentando, como eles, fugir da nevasca.

Quando se deram conta, a tempestade de neve impediu que voltassem. Tão logo o dia amanheceu e a neve cessou, saíram em busca do soldado que se perdeu.

Um pouco afastado da estrada, num ponto protegido do vento, encostado em um pinheiro, acharam o corpo inanimado do Soldado que tentando acender um fogo para se aquecer, não teve forças e desfaleceu.

Ali foi enterrado o nosso Soldadinho, cuja identidade se perdeu com o tempo. Ali também começou um peregrinar de viajantes que passando pela estrada, paravam para rezar e pedir ajuda ao Soldadinho.

Graças foram alcançadas e em retribuição, velas eram acesas pelas almas agradecidas.

Você também pode fazer, uma visita espiritual ao túmulo onde está enterrado o Santo militar

Feche seus olhos! Dirija a Deus suas orações através de Maria, Mãe amada de Jesus Cristo e faça seu pedido, pelos merecimentos do Soldadinho. Em seguida preencha o formulário ao lado ou CLICK AQUI e acender a sua vela virtual.

 

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Soldadinho, o santo alfredense?

Placa Comemorativa
Placa Comemorativa

Pouco se sabe sobre o Soldado que está sepultado na comunidade que hoje se chama Soldadinho. Na placa sobre o túmulo está escrito:
Soldadinho
Soldadinho, sua história começa depois que foi criada a primeira colônia militar de Santa Catarina, uma das primeiras do Brasil
Naquela época foi aberta a estrada para fazer comercialização de uma região para a outra, que era na vila de Lages à Santa Tereza.
Em 1859 passavam por aqui, uma tropa de soldados que voltava da vila de Lages, com os produtos da comercialização.
Naquela época, o frio era tanto que ninguém aguentava, e naquele momento um dos soldados sentiu-se cansado, parou, sentou no chão e acendeu uma fogueira para se aquecer. Como o frio era muito, apagou o fogo o soldado morreu de frio. Minutos passaram e outros soldados sentiram sua falta e voltaram para ver o que tinha acontecido. Quando chegaram encontraram o soldado morto… E o enterraram aqui e desde então este lugar é conhecido como:
Soldadinho…

Esta placa fornece algumas informações básicas verídicas segundo a tradição oral e outras inverídicas do ponto de vista histórico e lógico. Mas foi importante a sua colocação pois faltam informações que nos possam dar a verdadeira história do Soldadinho e por quê ele é considerado Santo.

Vamos aos fatos:
A picada aberta de Lages a Desterro possibilitou um grande progresso na região. O movimento constante de tropeiros e militares, subindo e descendo a serra obrigou o Império a constituir uma Colônia Militar onde hoje é Catuíra, para dar apoio e segurança aos que iam e vinham.
Como uma colônia Militar, Santa Thereza abrigava tropas que se deslocavam também de uma a outra região. O Duque de Caxias encaminhou para a colônia aqueles soldados da Guerra do Paraguai que haviam recebido baixa. As mulheres que os acompanhavam receberam autorização para se fixarem em Santa Thereza recebendo inclusive ajuda financeira para a viagem por ordem de Caxias.

Soldado da Infantaria Brasileira de Linha de Frente do século XIX desenho pelo desenhista e correspondente de guerra Melton Prior (1845-1910). Colorido digitalmente por Mauro Demarchi
Ilustração do equipamento de campo da Infantaria Brasileira de Linha de Frente do século XIX reproduzida a 7 de outubro de 1893 no jornal inglês The Illustrated London News, página 444, em artigo sobre a Revolta da Armada (1893-1864) sucedida nos então “Estados Unidos do Brazil”. A figura apresenta à direita um soldado em formação munido de seu rifle com baioneta; à esquerda e de cima para baixo, um quepe, um soldado a utilizá-lo e um capacete de cortiça no estilo “casque colonial” do Segundo Império Francês. A ilustração foi executada em 1891 pelo desenhista e correspondente de guerra Melton Prior (1845-1910).

Segundo a tradição oral transmitida na “Alfredo Wagner em Revista – Jubileu de Prata 1961/1986” organizada e elaborada,  em 1986, pelo Dr. Thiago de Souza soldados derrotados na Revolução Federalista (que separou Santa Catarina do restante do Brasil por um curto período) fugiram da cidade de Desterro para o interior, muitos buscando a Serra em direção a Lages. “Depois de vários dias de marcha já não suportavam seu próprio peso, a marcha era lenta, quando vinham pela altura do hoje local chamado Demoras, já com a tarde caindo, um deles, mais velho, mancando por causa de um pé machucado, com fome e frio foi ficando para trás. No início seus companheiros nem notaram sua ausência. Mais a frente encontraram uma porteira, era sinal de que estavam perto de alguma casa, andaram mais um pouco encontrando a residência do Sr. Nicolau Kalbusch que os recebeu dando-lhes alimentação e abrigo. Nesse meio tempo deram pela falta do companheiro, dois deles, talvez mais íntimos resolveram ir procura-lo, arrumaram tochas de taquaras e com o dono da casa foram a procura do amigo, foi em vão, a noite era muito escura e fria. Infelizmente tinham que abandoná-lo.
“Na manhã seguinte, já refeitos e bem alimentados saíram novamente a procura do colega, não levaram muito tempo encontraram-no morto, congelado, encostado a uma árvore. (…) Seus companheiros o enterraram ali mesmo, colocaram em sua sepultura uma tosca cruz de madeira para marcar o local e foram embora, nada mais podiam fazer.”
A tropa, segundo este relato, seguia em direção a Colônia Militar Santa Thereza, porém o mau tempo os obrigou a parar na fazenda do Sr. Nikolaus Kalbusch.

A cruz de madeira serviu de sinal para indicar onde havia sido enterrado o soldadinho, como ficou conhecido. Orações e promessas já ocorriam por quem passava pelo local. Um dia, o proprietário resolveu derrubar a mata no entorno e por fogo para preparar o campo para plantio. Tudo queimou… menos a Cruz indicativa do local onde o Soldadinho fora sepultado. O fato aumentou a devoção já existente. Pela década de 1960 foi reformado o túmulo e construída a cerca em volta. Nada consta que tenha sido feito alguma exumação.
Segundo romeiros que frequentavam constantemente a localidade para rezar e pedir graças, um padre disse que não precisavam mais ir lá pois o corpo do soldadinho fora levado por seus familiares. As romarias diminuíram após a intervenção do sacerdote, mas as pessoas continuaram a visitar o local, orando e pedindo graças.
Um apicultor, de religião luterana, me contou que fez um trato com o Soldadinho: para cada colmeia que ele pegasse, o apicultor acenderia uma vela junto ao tumulo do Soldado. Em um ano, seu apiário que tinha apenas uma dezena de colmeias, passou a ter centenas.
Outra senhora me contou recentemente, ela apesar de católica é casada com luterano e pouco frequenta a igreja, mas sempre que pode vai ao Soldadinho rezar, tendo inclusive pedido pela saúde de pessoa amiga acometida por câncer e em situação delicada.
Os casos de graças alcançadas aumentam a proporção que conversamos com as pessoas.
Mas o que diz a Igreja Católica sobre isso? Um dos párocos da cidade há alguns anos, tentou dissuadir os fiéis desta devoção. O pároco atual, Pe. Augustinho Kunen, não incentiva, mas disse em conversa com este jornalista: “Nós rezamos no Credo: Creio na Comunhão dos Santos. Mas para alguém ser declarado santo pela Igreja é preciso conhecer sua vida e realizar um grande e demorado processo”.

Chegará o Soldadinho a ser declarado Santo? O processo é muito demorado e difícil e no caso pessoal dele, mais ainda. Nada se sabe de sua vida. Portanto, relatos, escritos, nada nos aponta para uma vida de prática das virtudes heroicas mas como explicar as graças e milagres recebidos por tanta gente?
A devoção ao Soldadinho continua. Isso demonstra que lá está enterrado alguém que na sua humildade e mesmo desconhecido, é amado por Deus que atende a quem a Ele recorre através do Soldadinho.
Através deste artigo, simples, como foi a vida deste homem, prestamos uma homenagem e invocamos a Graça de Deus a todos que o lerem. Que o Soldadinho, se for vontade divina, ilumine os caminhos das pesquisas que iniciamos, para chegarmos ao conhecimento completo de sua vida e do exemplo que nos dá!